COVID-19 Um depoimento para abrir seus olhos, tocar seu coração e te fazer repensar

#ficaemcasa

O vírus está mais perto do que podemos imaginar. É engano pensarmos que nunca acontecerá com a gente, principalmente diante de uma pandemia com números mundiais para lá de alarmantes.

Tudo começou no dia 16 de março. Há exatos 29 dias, a vida da família de Denise Panico começo a passar por uma reviravolta.

“Neste dia acordei e do nada comecei a tossir. Tossia, tossia. Achei estranho. Diante de tantas notícias eu estava atenta. Em casa já estávamos usando álcool gel, mas eu estava levando minha vida normalmente, trabalhando, etc. Dali em diante eu, meu marido, Sérgio, e minha filha Giovanna, passamos a manter uma certa distância entre nós. Nada de abraços e beijos.

No dia seguinte era véspera do aniversário de 14 anos da Gi e saímos para comprar algumas coisas. Além dos itens dos parabéns acabei trazendo máscaras e mais álcool para casa. À noite não era só a tosse que me incomodava, sentia muita dor no corpo, como se eu tivesse apanhado. Passei a ter falta de ar. Resolvi então medir minha temperatura. Estava 38.8. Tomei dipirona. A febre cedia, mas a tosse e o mal-estar não. Aí a febre voltava.

Decidi ir até um posto de saúde da cidade onde moro, mas estava lotado. Decidi voltar para casa. Assim fiquei por dias, monitorando a temperatura e também a oxigenação, pois tenho um aparelhinho em casa.

No domingo dia 19 decidi ir direto ao hospital. Fui sozinha. Já sabia que se fosse internada não poderia ficar com acompanhante e o Sérgio precisava estar em casa com nossa filha. Chegando lá mal conseguia fala com a médica. Além de todos os sintomas eu também perdi o olfato e paladar. Fizeram exames do pulmão e também para ver se eu estava contaminada pelo corona vírus. Meus pulmões estavam 30% comprometidos e fui direto internada na semi intensiva. Dois dias depois saiu o resultado positivo. Fiquei no hospital medicada desde o início. E os dias foram passando. Durante aquela semana mantive contato com meu marido pelo celular. Até que um dia ele me disse também estar com febre. Comentei com a médica infectologista e ela me disse para que ele fosse ao hospital somente quando a falta de ar estivesse acentuada.

Assim ele fez, até que no domingo seguinte acabou optando por ir ao hospital também. Sérgio foi internado às 10h também na semi intensiva e medicado desde o princípio. Quase naquele mesmo momento a infecto veio falar comigo. Eu estava há 8 dias lá, já no quarto e me sentia melhor. Falei para ela que ele tinha acabado de ser internado. Como nossa filha é muito nova para ficar sozinha (Ah… Gi tem diabetes tipo 1 há 7 anos) e minha mãe é do grupo de risco, eu não poderia mandar a Gi para a casa da vó. Amigas se solidarizaram em querer ajudar a ficar com a Giovanna, mas como eu poderia deixar ela com outras pessoas sendo que teve contato com nós dois que estávamos com a COVID-19? A médica então diante da minha evolução e também da situação que eu estava vivendo me deu alta e me mandou para casa com remédios por mais sete dias e isolamento total.

Meu marido ficou internado por 12 dias e depois veio para casa. Como o quadro dele é mais sério além do isolamento social da família começar novamente a partir de sua chegada, a orientação foi de 14 dias. E com ele vieram também todas as medicações.

Aos poucos está estabilizando. Estamos em isolamento social e também dentro de casa. Sem contato físico, usando álcool gel e ele com as medicações. Ele ainda sente muito a parte respiratória. Eu também sinto, mas muito mais leve. Ainda estamos em recuperação.

Nossa filha não apresentou nenhum sintoma. O que os médicos dizem ser comum nos mais novinhos. Por enquanto não tem como sabermos se foi ou não contaminada pelo vírus. Não sei nem como nem onde me contaminei. Só sei que foi tudo muito rápido e sério. Quase perdemos a vida.

Todos têm que ter consciência de que neste momento não podemos voltar ao ritmo de antes. É preciso mantermos os cuidados de higiene, o uso de máscaras e o isolamento social. Temos que ficar em casa. Sem isso, não conseguiremos vencer este vírus.”

Denise Panico é conselheira da @ADJDiabetesBrasil, tem 44 anos e não é do grupo de risco. Seu marido Sérgio, tem 55 anos e também não pertence ao grupo de risco. Giovanna tem 14 anos, diabetes tipo 1 há 7 anos.

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