É Halloween na ADJ

Por Neayra Viana

A festa de Halloween da ADJ Diabetes Brasil aconteceu no último domingo de Outubro. O local estava todo decorado pais e crianças fantasiados e uma mesa repleta de doces enfeitados, além de uma equipe de mágico e recreadores, que entretia e divertia a todos.
De acordo com a diretora e responsável pelo evento, Denise Panico, as festas são idealizadas pelos pais das crianças com diabetes, pois a ADJ acaba de se tornando um local para troca de informações e onde as crianças podem interagir com outras crianças com a mesma doença.

Denise se envolveu com a ONG, quando a filha Giovana, na época com 9 anos, foi diagnosticada  com diabetes tipo 1. Após o choque da notícia, no próprio hospital ela soube da ADJ e a forma como atuavam, para que pais e crianças tivessem maior conhecimento e compreensão da doença. Elas participaram de atividades como o Dia a dia na associação, onde pais e crianças passam um dia inteiro na ADJ e aprendem a lidar com diversos fatores relacionados ao diabetes. Ela conta que Giovana também participou do acampamento anual da ADJ e lá aprendeu a trocar o cateter da bomba que utiliza, para tomar a insulina e demais procedimentos para saber como agir quando a glicemia está alta.
Na ADJ existem ainda diversos projetos que buscam envolver as pessoas para que tenham contato com outras que também tenham diabetes, não só as crianças e adolescentes. Tem projetos para educadores, familiares, atendimentos individuais e em grupos, treinamentos, palestras, campanhas, etc. No total são mais de oito mil pessoas atendidas apenas em 2018.
Uma das crianças atendidas pela associação é a Stéfany Goulart de 8 anos, também diagnosticada com diabetes tipo 1. Apesar da pouca idade, a menina explica de forma bem didática e simples a doença. Ciente do problema, ela usa uma bomba quem faz todo o monitoramento da glicemia, avisando quando está baixa e calculando a quantidade de carboidratos ingeridos, para não passar do limite. Ela é a única na família com a doença, mas fala que não sofre muito com restrições alimentares, uma vez que sempre faz os procedimentos para não deixar a glicemia baixar. Ela ainda explica que gosta das festas da ADJ, pois percebe que não é a única que tem diabetes, além de se divertir e perceber que é uma criança normal.

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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